Pinball: Um hobby complicado, mas absurdamente gratificante

Tomei coragem e realizei um sonho de garoto: Comprei meu pinball. Não exatamente o primeiro que eu joguei (um Taito Vortex) mas um que joguei bastante em Brasília, se não me engano no Brasília shopping:

Meu primeiro Pinball, uma Sega : Jurassic Park 2, the lost world de 1997

Logo na chegada do pinball, percebi que esse hobby, ou essa nova loucura, me traria diversos problemas:

1. Tamanho. Máquinas de Pinball são grandes. Quando minha máquina chegou o comentário da Tati resume tudo “Meu deus é do tamanho de um Cavalo”. Sim imagine um cavalo na sua casa é mais ou menos o que o Pinball ocupará. Esse problema eu resolvi justamente ao mudar para um Apê maior.

2. Problemas técnicos : Máquinas de pinball, pelo menos qualquer coisa abaixo de 10 mil reais tem pelo menos 10 anos de vida, e muitos desses de uso pesado em shoppings, lojas de game etc. Problemas aparecerão e te deixarão extremamente irritado quando acontecerem exatamente naqula horinha que vc tá morrendo de vontade de jogar. A minha chegou com tudo funcionando, e em 4 dias puff. Parou tudo. Parecia uma maldição, e no sábado com a visita do Gustavo (Técnico, que tá mais pra meu professor) acabou aparecendo o problema: 1 lâmpada em curto. Sim, essa pequena peça derrubou 2 componentes grandes do jogo e mais alguns efeitos.

O que espera você, por baixo daquele jogo cativante:
3. Restauração contínua: A máquina sempre pede pra ser restaurada: Se vc tem o mínimo de apego as suas coisas, na máquina de pinball você encontrará um excelente parque de diversões pra exercer seu minimalismo ou perfeccionismo: Sempre tem alguma coisa que pode ser melhorada, trocada, restaurada. Isso vai levar a incontáveis comprinhas em sites de peças, horas polindo o “payfield”, campo de jogo em português, e por ai vai.

4. Elma chips: é impossível ter um só. Após a chegada da primeira máquina, não só fiquei feliz como uma criança ganhando o melhor brinquedo do mundo, mas imediatente busquei outros loucos como eu, encontrei o pinabll clube brasileiro, e fui afogado em informação, oportunidade e principalmente “Game Rooms” - Salas com os jogos de um colecionador, tentando imitar um ambiente de jogos comercial - de colecionadores muito, mas muito mais fanáticos que eu. Isso imediatamente ligou o modo “Preciso de mais uma máquina” em mim e está difícil desligar!

No final de tudo o que importa mesmo é o poder que uma máquina dessas tem. O fato de ser ainda poder manter o fator imprevisibilidade vivo, da bolinha ficar magnetizada e sofrer influência dos imãs, entre outras coisas torna o jogo um desafio muito mais interessante e cativante que os videogames comuns. Citando meu amigo Marco Polo: “O desafio de jogar, se adaptando a máquina, e se adaptando as mudanças que ela sofre com o tempo, afinal as bobinas enfraquecem, um alvo entorta, é muito gratificante.”

Não foi a toa que o Pinball foi a estrela da festa:

Festinha para comemorar a casa nova e o pinball

Esse post continua! se você se interessou e pretende quem sabe no futuro comprar uma, vou na sequência listar algumas dicas que podem ajudar o marinheiro de primeira viagem e também como estou fazendo para lidar com manutenção a longo prazo.

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One Comentário

  1. Posted 15/06/2009 at 5:28 pm | Link permanente

    Oi Marcelo,

    Parabens pela “primeira”. A gente nunca esquece dela… Pelas fotos a sua está em excelente estado e muito bonita !!!
    A minha primeira foi uma Vortex em 1999…. depois disso nao consegui mais parar…. é um hobby realmente viciante.

    [ ]’s
    Silvio Finotti

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